
Fundada em 2004 em Tianjin (China), a Quanjian chegou a US$ 2 bi em receita anual antes de ser desmantelada em 2019 pelo governo chinês após acusações de fraude, esquema de pirâmide e mortes ligadas a alegações médicas falsas. Um dos maiores estudos de caso da indústria MMN mundial.
Quanjian Natural Medicine (权健自然医学) foi uma multinacional chinesa de vendas diretas e "medicina tradicional" fundada em 2004 por Shu Yuhui em Tianjin. Em seu auge (2017), foi listada como uma das 15 maiores MMN do mundo pela Business For Home, com faturamento estimado de US$ 2 bilhões.
A empresa vendia produtos de wellness, palmilhas ortopédicas, absorventes higiênicos "terapêuticos", herbal chinês e realizava alegações médicas ambiciosas de cura para câncer, infertilidade e doenças crônicas — o que levou ao seu desmoronamento.
Em dezembro de 2018, o caso de uma menina de 4 anos com câncer que morreu após interromper quimioterapia por tratamento Quanjian viralizou. Em janeiro de 2019 o governo chinês abriu investigação: 18 executivos foram presos, o fundador Shu Yuhui foi condenado a 9 anos de prisão, e a empresa foi oficialmente desmantelada como esquema de pirâmide (传销) e propaganda enganosa.
Hoje, em 2026, a Quanjian existe apenas como estudo de caso jurídico e MMN — usado por reguladores mundiais como exemplo do risco de alegações médicas em vendas diretas.
Shu Yuhui funda a Quanjian em Tianjin com foco em wellness.
Vira gigante regional com clínicas e produtos herbal.
Adquire clube chinês Tianjin Quanjian para marketing.
Alcança Top 15 mundial no ranking Business For Home.
Menina de 4 anos morre após interromper quimio — caso viraliza.
Governo chinês abre operação contra fraude e pirâmide.
Shu Yuhui e 17 executivos são detidos.
Shu Yuhui condenado a 9 anos de prisão e multa de US$ 8 mi.
Referência global sobre riscos regulatórios em MMN.
A Quanjian comercializou mais de 200 produtos — muitos com alegações médicas questionadas judicialmente. Portfólio histórico incluía:
Vendidas por até US$ 200 com alegações de cura de doenças ortopédicas — sem evidência científica.
Absorventes com alegação de curar infecções e infertilidade — proibidos após 2019.
Fórmulas TCM em cápsulas — foco em imunidade e disposição.
Bebidas antioxidantes e detox comercializadas em kits.
O modelo Quanjian foi desqualificado pela justiça chinesa em 2019 como esquema de pirâmide (传销). O plano exigia compras de kits caros e priorizava recrutamento massivo em detrimento de vendas ao consumidor final — critério clássico de fraude MMN.
Investimento de US$ 500 a US$ 2.000 em produtos.
Bônus por recrutar novos membros.
Ganhos vinculados a novos ingressos.
Pool sobre receita da rede — banido em 2019.
Operou em 12 países da Ásia em seu pico (2014-2018), com concentração em China continental, Hong Kong, Sudeste Asiático e diáspora chinesa. Hoje não opera em nenhum país.
Não. A Quanjian foi oficialmente desmantelada pelo governo chinês em 2019 após condenação por esquema de pirâmide e propaganda enganosa. O fundador Shu Yuhui cumpre pena de 9 anos e a empresa não opera em nenhum país.
A empresa foi condenada por (1) esquema de pirâmide (传销 na legislação chinesa), (2) alegações médicas fraudulentas prometendo cura para câncer e infertilidade, (3) propaganda enganosa e (4) morte de uma menina de 4 anos que interrompeu quimioterapia por tratamento Quanjian.
Em 2017 a Quanjian faturou aproximadamente US$ 2 bilhões, sendo listada no Top 15 mundial pela Business For Home. Era uma das MMN mais lucrativas da China antes do escândalo.
Shu Yuhui (束昱辉), empresário chinês nascido em 1966 em Jiangsu. Fundou a Quanjian em 2004 e foi condenado em 2020 a 9 anos de prisão + multa de US$ 8 milhões por esquema de pirâmide e propaganda enganosa.
Não. A empresa não existe mais como operação comercial ativa. Todos os registros regulatórios foram cancelados em 2019. Não há como se afiliar em nenhum país.
É o principal estudo de caso mundial sobre riscos em MMN: (1) alegações médicas sem evidência são risco jurídico grave, (2) kits iniciais caros + foco em recrutamento indicam pirâmide, (3) reguladores globais monitoram MMN chinesas de perto desde 2019, (4) MMN legítimas focam em consumo real, não em recrutar.
Não. O clube foi renomeado para Tianjin Tianhai em 2019 após o escândalo, mas foi dissolvido em 2020 por problemas financeiros — perdendo vaga na Chinese Super League.
Não com o nome Quanjian. Porém, MMN chinesas de wellness herbal seguem ativas (Infinitus, Perfect China, JoyMain, Sunhope) — todas com regulação mais rigorosa pós-2019 e sem repetir o padrão de alegações médicas da Quanjian.